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Mensagens para Reflexão


Recomeçar é preciso...

Reciclagem de vida

Dificuldades

Desembaraçando os fios

A vida a dois

Erga-se

Descubra o amor

As verdades sobre a vida que a gente esquece

Tudo Passa

A Montanha da Vida

A Fita Rosa

Por que adoramos a Deus?

 

 

 

 

 

 

Recomeçar é preciso... ( © Letícia Thompson )

Não sei dizer se a vida nos cansa ou se nós é que nos sentimos fadigados às vezes da existência. Nos repetimos sempre. Ou quase. E nos lamentamos desse dia-a-dia onde nos levantamos, trabalhamos, regressamos e descansamos para no dia seguinte recomeçarmos.

Mas é essa a vida e muitos não aceitariam mudança nenhuma se a oportunidade lhes fosse oferta. Ter que recomeçar alguma coisa abala muita gente, pois mesmo a vida corriqueira e imutável causa segurança. Conhece-se os caminhos, os atalhos, os desvios, as curvas a serem evitadas.

A consciência de ter que recomeçar é que nos faz sofrer, duvidar, temer. Medimos nossa capacidade e com bastante freqüência... nossa incapacidade! Se não medirmos nada, avançaremos como as crianças avançam nos primeiros passos, titubeantes, mas orgulhosos.

A mente humana é um poderoso instrumento. Ela condiciona, impõe, impede, impele, comanda... mas nem sempre no bom sentido. Ela sente, ressente, guarda as impressões e as marcas que a vida vai fazendo ao longo dos anos. E se pensamos em recomeçar alguma coisa, ela acende a luz vermelha em sinal de atenção. Assim é que muitos paralisam-se e não fazem nada. Acomodam-se.

Porém, a vida nos impõe recomeços a cada instante e os seguimos com
naturalidade, fazemos nossa parte. Somos condicionados e nem nos questionamos.

Me pergunto então por que não nos condicionamos a viver coisas novas, experimentar nem que seja por uma vez ousar. Se é nossa mente que nos comanda e que somos donos de nós, por que não pegarmos as rédeas, o comando?

A vida desabrocha por todos os cantos e precisamos vivê-la. Mas bem vivê-la. Deus nos criou para sermos felizes, não para passarmos os dias perdidos em lamentos sem tomar atitudes.

Avança!

Recomeçar é preciso quando o que temos já não nos satisfaz. E recomeçar é sempre possível quando colocamos de lado as dúvidas, pois perdedor na vida não é quem tentou e não conseguiu, mas sim aquele que abandonou a coragem e perdeu a fé.

 

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Reciclagem de vida ( © Letícia Thompson )

Não sei se a vida se recicla. Não, talvez não. Mesmo se após um tempo de reflexão decidimos mudar nossa vida, seremos sempre nós mesmos no fim. Mudados, mas nós. Com todas as marcas e cicatrizes para que não nos esqueçamos do que fomos.

Sabemos que jamais poderemos recolar os pedaços das coisas vividas e construir novas. Colchas de retalhos são muito bonitas, mas não passam de colchas de retalhos. Remenda-se panos, recola-se papel ou vidro, mas não se remenda vidas, não se recola momentos passados, coisas que deixamos pra trás.

Recomeçar? Sim. Recomeçar é possível, mesmo (e felizmente!) se já não somos os mesmos. Aprendemos, à custa de dor, mas aprendemos. Não cometeremos duas vezes os mesmos erros, não beberemos a mesma água.

Durante anos vivemos como se não tivéssemos outras alternativas. A vida é assim, é o destino. Mas nosso destino, nós fazemos. Nossas prioridades, escolhemos e aprendemos a viver com elas. E só depois, mais tarde, é que nos questionamos sobre o fundamento das nossas escolhas. Há pessoas que acham que é tarde demais para mudar e continuam na mesma linha, mesmo se conscientes de que talvez esse não tenha sido o melhor caminho. Homens e mulheres que se mataram a vida toda para ganhar dinheiro terminam muitas vezes a vida sozinhos, cheios de dinheiro, vazios de amor.

E felizes há aqueles que descobrem que ainda é tempo para fazer alguma coisa. E que podem redefinir as próprias prioridades e assumi-las. Vai doer, mas vai valer a pena, porque no fim das contas vamos ter a consciência tranqüila de que tentamos. Um dos piores sentimentos que existem é o de não poder recapturar um momento que gostaríamos que tivesse sido diferente. O eu de hoje não teria feito isso ou aquilo, mas o que eu era ontem não sabia o que sei agora. Se soubesse, teria cometido menos erros. Mas temos um Deus tão bom e tão grande que Ele está sempre nos oferecendo a opotunidade de nos redimir e fazer novas escolhas.

E agora? Agora sabemos. Não vamos pegar atalhos. Eles podem ser atraentes, mas nos impedirão talvez de aproveitar as belezas da jornada. O caminho da vida é bonito, apesar de ser mais difícil para uns que para outros. Mas é bonito se sabemos tirar o máximo do que é bom. Noites escuras podem nos fazer ver mais claramente as estrelas. Só veremos o nascer do sol se acordarmos cedo. Coisas simples que a natureza nos ensina.

Reciclagem de vida? Talvez sim. Talvez sejamos, no fim das contas, uma colcha de retalhos da vida. Mas que sejamos então uma bela colcha nova enfeitando um quarto, um coração, talvez mesmo muitos corações e muitas vidas, a começar por nós mesmos.

 

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Dificuldades ( Paulo Roberto Gaefke )


"O destino atira-lhe um faca. Cabe a você decidir se a pegará pelo cabo e a usará a seu favor ou se a pegará pela lâmina e se cortará. "
provérbio chinês

Eu sei que é difícil recomeçar, por vezes, às portas aparecem fechadas,
o mundo parece que desabou em cima da gente,
notícias ruins, separações, morte, doenças, parece um caldeirão de dor, uma tortura,
dividas que se transformaram em monstros, cobranças impossíveis de suportar,
solidão de causar dor no peito, e mesmo assim, temos que sorrir,
temos que ficar em pé, firmes, quando a vontade é apenas de deitar e não levantar...

Tudo isso eu sei, e já vi debaixo do sol, mas há uma força dentro de você,
que talvez você mesmo ainda não a conheça, é um misto de determinação com esperança,
um sentimento que parece blindar o coração, que traz a razão para tona,
e nos faz campeões.

Não se sabe ao certo, como se ativa esse sentimento, nem se todos vão usá-lo um dia,
mas tenha certeza de uma coisa, é na dor, é naquele momento mais terrível em que,
ninguém acredita mais em você, onde todo mundo já se foi, onde falam pelas suas costas: coitado!
é quando o quarto fica escuro, quando é só você e você, que nasce esse sentimento que é uma revolução,
um misto de "querer" e amar-se sem medidas, que a ciência não explica, e foge as raias da razão.

É quando você percebe que nada é como antes, e se transforma em um gigante,
não olha mais para os obstáculos, esquece o que não tem solução,
o impossível é agora apenas uma palavra, e os seus sonhos vão se realizando um a um,
rompendo barreiras e limites, com determinação, e chamamos essa vitória, esse sentimento de "SUPERAÇÃO".

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Desembaraçando os fios

Havia uma tecelagem onde se fabricavam tecidos muito finos. Quando em dado momento os fios se embaraçavam, o operador devia tocar uma campainha, para ser atendido por um funcionário especializado, que punha as coisas em ordem novamente.
Certa ocasião, entretanto, depois de um rapazinho ter pedido o auxílio do funcionário especializado e recebido assistência, um operário antigo na fábrica achou que ele próprio já sabia o suficiente, e podia passar sem o auxílio especializado. Então, quando novamente os fios se embaraçaram, ele mesmo tentou arrumar. Seus fios, porém, ficaram terrivelmente emaranhados e o estrago foi muito grande.
Quando, enfim, ele chamou o especialista, disse-lhe: "Mas eu fiz o meu melhor!". O especialista replicou: "O seu melhor é chamar por mim."
Quantas vezes nós tentamos solucionar os problemas da vida por nós mesmos. Nós achamos que "nós sabemos". Quanto mais rapidamente eles seriam resolvidos se os levássemos ao Divino Especialista. 'Fazer o nosso melhor' é chamar pelo Mestre.
Essa é a mensagem que Deus tem para você. Se você se encontra num beco sem saída, e não sabe o que fazer para resolver seu problema, você não acha que a ocasião é certa para buscar ajuda de um Deus que tudo pode?
Ele não que vê-lo debatendo-se em tensão, angústia, preocupação e desespero. Ele quer vê-lo calmo, tranqüilo, desfrutando da vida que Ele lhe deu, descansando n'Ele, confiante de que Ele pode resolver seu problema, pois para Ele não há impossibilidades. Disse também que a impossibilidade do homem é a oportunidade de Deus. Então por que lutar sozinho?
Experimente buscar a Deus e tenha a certeza. Ele virá em seu socorro:
"Entrega o teu caminho ao Senhor, confia n'Ele e Ele tudo fará"
(Bíblia, livro de Salmos, capítulo 37, verso 4)
Permita que Deus faça por você o que você mesmo não pode fazer, porque Ele nunca desampara os que n'Ele confiam. Isso é o melhor que você pode fazer. (A.D.)

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A vida a dois ( © Letícia Thompson )

A vida a dois é difícil. Quando as pessoas são bem jovens, ela pode destruir a ilusão de namoro eterno, com o desgaste do dia-a-dia. E quando as pessoas resolvem passar a viver a dois depois de uma certa idade, alguns hábitos se instalaram nelas e tudo o que é novo vem perturbar isso. Daí tantos choques. Daí casamentos que não dão certo quando o namoro caminhava maravilhosamente bem.

Quando a gente sonha, nunca sonha problemas. Provavelmente é por isso mesmo que são chamados de sonhos. Quando se trata de amor, sonha-se com namoros, momentos a dois, uma harmonia perfeita. Mas chega a vida a dois... e dona realidade entra em cena.

Ai!... dona realidade! A gente começa a ver o outro exatamente como é quando se levanta, quando se deita, quando está de mau-humor, cansado. A ilusão do perfeito vai se desfazendo aos poucos. De tanto ver o outro, não há mais espaço para a saudade. Tudo vira tão comum!...

Quando atingimos um objetivo, deixamos de lutar por ele. Não passa pela nossa cabeça que é preciso, a cada dia, conservar essa conquista. Um namorado que vira esposo esquece-se do quanto é bom namorar, esquece-se que a Cinderela está ainda bem viva no interior daquela que seu coração escolheu. Uma namorada que vira esposa esquece-se muitas vezes que precisa estar bela para o seu querido.

Cada qual consagra mais do seu tempo a outras coisas porque pensa que o que foi adquirido é definitivo. Mas não é. O amor, por mais forte que seja, se desgasta também. Viver a dois é viver a dois e não somente dormir a dois. Se cada um vai procurar satisfações em outros lados, a relação se termina.

É preciso guardar-se um pouco para o outro. É preciso conservar um pouco de mistério, não ser tão comum. É preciso continuar namorando, mesmo se os meses e anos passam. É preciso não estar distante demais para que o outro perceba que pode escolher outros caminhos, nem junto demais para que o outro não se sufoque.

É preciso muita maturidade para se viver essas situações. É preciso guardar-se de envolver as famílias nos problemas do casal.

Se você se encontra numa situação assim e precisa conversar com alguém, tenha sabedoria para escolher essa pessoa. Pais e mães, com todo o amor e respeito que devemos a eles, estão emocionalmente envolvidos demais para que possam ajudar e dificilmente não vão tomar partido, o que ao invés de ajudar, só atrapalha.

O próprio nome diz: vida a dois. Problemas a dois. Soluções a dois. Porque a felicidade ou infelicidade é a dois também.

E Deus, que é Pai dos dois, saberá dar orientação. É preciso, nesse caso, olhar para Ele, que sabe perfeitamente onde colar os pedaços e dar unidade onde nossos olhos humanos só vêm duas metades separadas e sangrando.

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Erga-se ( Letícia Thompson )

Sabe aquele momento que a gente pensa que chegou no limite das próprias forças
e que não vai mais conseguir avançar?
Quando não contemos as lágrimas (e nem devemos!)
e tudo parece um grande vazio...

Esse momento que, não importa a nossa idade, pensamos que já é o fim...
e um desânimo enorme toma conta da gente...

Esse momento, ao contrário do que parece, é justamente o ponto de partida!!!

Se chegamos a um estado em que não avançamos mais, é que devemos
provavelmente tomar uma outra direção.

Quando chegamos a esse ponto de tal insatisfação é sinal de que alguma coisa deve ser feita.

Não espere que os outros construam pra você, planeje e faça!
Você é responsável pelos próprios sonhos e pela realização destes.
Nas obras da vida não precisamos de arquitetos para planejar por nós.
Com um pouco de imaginação e um muito de boa vontade podemos reconstruir sozinhos a casa que vamos morar e o futuro que nos oferecemos.

É humano se sentir fragilizado às vezes e mesmo necessário para que tenhamos
consciência que não somos infalíveis, não somos super-heróis, mas seria desumano parar por aí. E injusto. Para os outros, mas principalmente para consigo mesmo.

Recomeçar é a palavra! Recomeçar cada vez, a cada queda, a cada fim de uma estrada! Insistir!...

Se alguém te feriu, cure-se!

Se te derrubaram, levante-se!

Se te odeiam, ame!

Erga-se! Erga a cabeça!

Olhando pra baixo só podemos ver os próprios pés. É preciso olhar pra frente.

Plante uma árvore, faça um gesto gentil, tenha um atitude positiva.
É sempre possível fazer alguma coisa!

Não culpe os outros pelas próprias desilusões, pelos próprios fracassos.
Se somos nossos próprios donos para as nossas vitórias,
por que não seríamos para as nossas derrotas?

Onde errou, não erre mais!
Onde caiu, não caia mais!
Se você já passou por determinado caminho, deve ter aprendido a evitar certas armadilhas.

Então, siga!

Não se esqueça de uma grande promessa feita na Bíblia:

"Esforça-te e eu te ajudarei."

Dê o primeiro passo... depois caminhe!!!

Tenho certeza que a felicidade não mora ao seu lado, nem à sua frente,
ela está junto de você!

Descubra-se, faça-se feliz e tenha um lindo dia!

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Descubra o amor (Mahatma Gandhi)

Pegue um sorriso e doe-o a quem jamais o teve...

Pegue um raio de sol e faça-o voar lá onde reina a noite...

Pegue uma lágrima e ponha no rosto de quem jamais chorou...

Pegue a coragem e ponha-a no ânimo de quem não sabe lutar...

Descubra a vida e narre-a a quem não sabe entendê-la...

Pegue a esperança e viva na sua luz...

Pegue a bondade e doe-a a quem não sabe doar...

Descubra o amor e faça-o conhecer o mundo...

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As verdades sobre a vida que a gente esquece (Roberto Shinyashiki)

A vida é a única verdade que existe.
Não existe outro Deus além dela.
Então, permita-se ser dominado pela vida em todas as suas formas, cores e dimensões, por todo o arco-íris e as notas musicais.
Aprenda a lidar com isso de uma maneira serena.
A receita é simples: trata-se tão-somente de se entregar. Não apresse o rio,
deixe que ele o leve até o oceano.
Relaxe, não fique tenso e não crie nenhuma divisão entre matéria e espírito.
A existência é uma só, matéria e espírito são simplesmente lados da mesma moeda. Descanse e siga com o rio.

Seja um jogador, e não um homem de negócios.
Assim você conhecerá muito mais a respeito de Deus, porque o jogador concorda em arriscar.
Ele se permite arriscar tudo na mesa da vida. Não fique sóbrio, os sóbrios permanecem mortos. Embriague-se, beba o vinho da existência.
Ele contém muita poesia, muito amor e muito suco.
Você poderá desabrochar a qualquer momento.

A vida é como uma escola.
O que a gente aprende nela tem de ser aplicado para não ser esquecido.
Há alunos que aprendem rapidamente, tiram o máximo proveito das lições
e conseguem o diploma de sábio.
Outros esquecem os ensinamentos e repetem continuamente situações angustiantes.
A vida, como a natureza, tem verdades muito simples que devem ser respeitadas.
A maioria delas já conhecemos, às vezes até intuitivamente.

A vida é cíclica O mundo moderno nos convida à correria e, em função disso, não temos tempo de observar a natureza, nossa grande mestra.
Quem olha o mar e percebe as marés, as ondas e os ventos pode verificar
como tudo tem seu ciclo.
O dia e a noite, as estações do ano, o sol e a chuva, a vida e a morte.
O ser humano, com sua sede de poder, procura imobilizar a vida e torná-la certinha, rígida como uma estátua. Mas a vida é dinâmica.

Hoje estou bem, amanhã posso não estar.
Em certo momento, a vida está tranqüila como um vôo de ultraleve e, no momento seguinte, poderá estar envolta em nuvens de dificuldades.
Mais um pouco, as nuvens vão embora e a claridade volta a iluminar.

A vida flui como as ondas do mar e, como um surfista, precisamos aprender a aproveitar suas subidas e descidas, mergulhar e retornar à tona, manter-nos na superfície de acordo com o movimento da água.
Quando resolvemos eliminar de nossas vidas o fluxo das ondas e permanecer apenas como observadores passivos, anulamos nossa força vital.

A rigidez é característica dos cadáveres e das estátuas. Quando uma pessoa se acomoda, a rigidez torna-se inevitável.
Ela pode fazer barulho, chamar a atenção dos outros,
mostrar que seus problemas são dignos de preocupação, mas, no fundo, já morreu
e está apenas esperando pelo dia do enterro.
A vida é uma interminável aventura.

É uma nova relação amorosa que aparece, um projeto desafiador, um trabalho inédito, uma viagem inesperada, o nascimento de um filho, um novo amigo na vizinhança, a morte de um parente, uma notícia ruim na televisão, uma noite solitária...
As ondas intercalam-se entre momentos alegres e tristes, tranqüilos e agitados, soltos e presos, como na natureza.

Quando estamos embaixo da onda, sofremos, sentimos a dor da perda.
Mas o fogo do sofrimento nos purifica e ensina lições que não devemos esquecer.
A força que surge dessa experiência interior nos dá impulso para subir e novamente voltar à superfície e saborear o vento, o sol e a luz.

Algumas pessoas têm dificuldade de viver na parte superior da onda, sentem medo da alegria e ficam remoendo problemas.
Não aprenderam a celebrar cada acontecimento da vida.
Imaginam que viver é somente sofrer e desperdiçam as dádivas da existência.

Como surfistas da vida, precisamos ter consciência que as dificuldades acontecerão sempre, mas, se nos deixarmos levar pelo movimento natural das ondas, os problemas nos encaminharão para as soluções.
Sabedoria é saber surfar nas ondas da vida.
Texto do livro: "O Sucesso é ser Feliz"

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Tudo Passa

Conta a velha lenda que um rei muito poderoso ao enfrentar um outro rei tão poderoso quanto ele, quase perdeu tudo. Foram anos de batalhas onde muitos soldados perderam a vida, e muito ouro foi consumido. A guerra só acabou com a morte do rei inimigo, mas custou muito caro ao vencedor, que sentiu o peso da miséria na sua própria vida.

Foram necessários alguns anos para que o rei conseguisse de novo acumular fortuna, com muito trabalho nos campos e a conquista de outros lugares. Assim, meditando na sorte e no azar, na riqueza e na pobreza, o rei chamou seus sábios consultores e pediu que eles definissem em uma única frase esses dois momentos tão opostos, e que desse força para que ele superasse a falta de recursos, os problemas e dificuldades, e quando na riqueza não esquecesse dos mais pobres, das dificuldades do povo que ele comandava.

Essa frase vencedora, daria honras e glórias ao seu criador e seria escrita na bandeira daquele reino, e seria inserida no brasão real do rei, por isso os gênios de todos os cantos mandavam sugestões, enviando frases que mais pareciam histórias.

Um dia, o rei em um dos seus passeios pelos arredores do seu reinado teve sede e parou perto de um casebre na estrada e um dos seus soldados bateu palmas. Um senhor bem sorridente o atendeu e logo trouxe água para o rei em uma caneca simples mas muito limpa, o que impressionou o rei, que também ficou impressionado com a pureza e o frescor da água. Curioso, o rei desceu e resolveu entrar no casebre e se surpreendeu com a paz do ambiente, com a limpeza e as pequenas flores em cada canto daquele cômodo humilde.

O rei então perguntou ao camponês como ele conseguia ser feliz naquele lugar tão longe de tudo e vivendo em tamanha simplicidade. O camponês contou que no passado tivera bens e posses, era alfaiate e tinha uma grande freguesia, chegou a ter muito dinheiro, mas perdeu tudo com o ataque de um rei muito poderoso naquela região e ele teve que mendigar pelas ruas para comer. Andou muito, conheceu muitas vidas e muitas realidades, até encontrar esse lugar que hoje ele chama de "pedacinho do céu", e mostrou ao rei uma tabuleta onde ele mandou gravar a frase da sua vida, para que ele se lembrasse sempre, na alegria ou na tristeza, na saúde ou na doença, na pobreza ou na riqueza que ele podia superar tudo, desde que se lembrasse dessa verdade escrita na tabuleta. Lá estava a frase que o rei tanto buscava, lá estava escrito em apenas uma linha toda a filosofia que seus sábios não souberam explicar, lá estava escrito:
"Tudo passa!"

E agora eu te ofereço essa tabuleta, leve-a com você por onde for, na certeza de que esse momento que você vive, seja ele de muita alegria ou de dor, vai passar e você deverá seguir em frente, sem olhar para trás, rumo a felicidade, porque tudo passa, mas Deus é eterno.

Paulo Roberto Gaefke

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A MONTANHA DA VIDA

A vida pode ser comparada à conquista de uma montanha.
Como a vida, ela possui altos e baixos.
Para ser conquistada, deve merecer detalhada observação,
a fim de que a chegada ao topo se dê com sucesso.
Todo alpinista sabe que deve ter equipamento apropriado.
Quanto mais alta a montanha, maiores os cuidados e mais detalhados
os preparativos.
No momento da escalada, o início parece ser fácil.
Quanto mais subimos, mais árduo vai se tornando o caminho.
Chegando a uma primeira etapa, necessitamos de toda a força para prosseguir.
O importante é perseguir o ideal: chegar ao topo.
À medida que subimos, o panorama que se descortina é maravilhoso.
As paisagens se desdobram à vista, mostrando-nos o verde intenso das árvores,
as rochas pontiagudas desafiando o céu.
Lá embaixo, as casas dos homens tão pequenas...
É dali, do alto, que percebemos que os nossos problemas,
aqueles que já foram superados são do
tamanho daquelas casinhas.
Pode acontecer que um pequeno descuido nos faça perder o equilíbrio e rolamos
montanha abaixo.
Batemos com violência em algum arbusto e podemos ficar presos na frincha
de uma pedra.
É aí que precisamos de um amigo para nos auxiliar. Podemos estar machucados,
feridos ao ponto de não conseguir, por nós mesmos, sair do lugar.
O amigo vem e nos cura os ferimentos.
Estende-nos as mãos, puxa-nos e nos auxilia a recomeçar a escalada.
Os pés e as mãos vão se firmando, a corda nos prende ao amigo que nos
puxa para a subida.
Na longa jornada, os espaços acima vão sendo conquistados dia a dia.
Por vezes, o ar parece tão rarefeito que sentimos dificuldade para respirar.
O que nos salva é o equipamento certo para este momento.
Depois vêm as tempestades de neve, os ventos gélidos que são os problemas
e as dificuldades que ainda não superamos.
Se escorregamos numa ladeira de incertezas, podemos usar as nossas habilidades para
parar e voltar de novo.
Se caímos num buraco de falsidade de alguém que estava coberto de neve,
sabemos a técnica para nos levantar sem torcer o pé e sem machucar quem
esteja por perto.
Para a escalada da montanha da vida, é preciso aprender a subir e descer,
cair e levantar, mas voltar sempre com a mesma coragem.
Não desistir nunca de uma nova felicidade, uma nova caminhada, uma nova paisagem,
até chegar ao topo da montanha.

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Para os alpinistas, os mais altos picos são os que mais os atraem.
Eles desejam alcançar o topo e se esmeram.
Preparam-se durante meses.
Selecionam equipe, material e depois se dispõem para a grande conquista.
Um desses arrojados alpinistas, Waldemar Nicliewicz,
o brasileiro que conquistou o Everest, disse:
"- Quem de nós não quer chegar ao alto de sua própria montanha?"
Todos nós temos um desejo, um sonho, um objetivo, um verdadeiro Everest.
E este Everest não tem 8.848 metros de altitude, nem está entre a China e o Nepal,
este Everest está dentro de nós.
É preciso ir em busca deste Everest, de nossa mais profunda realização."

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A Fita Rosa

Um elegante homem de meia-idade entrou em um café e sentou-se.

Antes de fazer seu pedido, ele pode perceber que um grupo de rapazes, sentados em uma mesa próxima, estavam rindo dele.

Ele logo deduziu que o motivo era uma pequena fita rosa na lapela de seu terno. Não parecendo muito incomodado com a situação, ele mostrou a faixa aos rapazes e perguntou:

- É isto?

Todos gargalharam e um deles disse:

- Desculpe-me cara, mas nós estávamos apenas comentando como esta pequena fita rosa fica diferente no seu terno azul.

O homem, então, tranqüilamente, convidou-o para sentar-se com ele.

O rapaz, apesar de constrangido, concordou.

Educadamente, o homem lhe explicou que usava faixa para alertar as pessoas sobre o câncer de seio.

E concluiu:

- Eu uso isto em honra da minha mãe.

O diálogo prosseguiu:

- Oh, lamento... Ela morreu de câncer nos seios?

- Não. Ela está viva e passa bem. Entretanto, seus seios alimentaram-me na infância, e confortaram-me quando estava assustado, ou sentia-me solitário. Eu sou muito grato pelos seios de minha mãe e por sua saúde.

- Hummm! Retrucou o rapaz.

- E eu uso esta faixa em honra de minha esposa também.

- E ela também está bem?

- Oh, sim. Ela está ótima. Seus seios têm sido uma grande fonte de amor e prazer para nós dois; e com eles, ela nutriu e alimentou a nossa linda filha de 23 anos. Eu sou agradecido pelos seus seios e por sua saúde também.

- Humm... Eu suponho que você use isto em honra de sua filha também?

- Não. É muito tarde para honrar a minha filha, usando isto agora. Minha filha morreu de câncer nos seios há um mês. Ela pensou que era muito jovem para ter esta doença e quando, acidentalmente, notou um pequeno inchaço nos seios, ignorou-o. Ela pensou que estava tudo bem, uma vez que não sentia dores e que não havia motivos para preocupar-se.

Chocado e envergonhado, o rapaz disse:

- Oh, cara, eu lamento muito.

- Então, em memória de minha filha, eu uso esta pequena fita rosa. Através dela tenho tido oportunidades de elucidar as pessoas. Agora, vá para casa e converse com sua esposa e sua filha, sua mãe e suas amigas.

E o homem, então, deu ao rapaz uma fita rosa igual a sua para que o jovem também a usasse.

O rapaz ergueu a cabeça, vagarosamente, e pediu:

- Você me ajuda a colocá-la?

Cuide-se! ( A. D. )


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Por que adoramos a Deus?

Conta-se um episódio em que um pastor de uma grande igreja estava em pé, diante do templo quase vazio. O ministro olhou para os bancos vazios e encontrou quatro solitárias pessoas na congregação - um jovem e três senhoras idosas.

O pastor começou a falar: "Graças Te dou, ó Deus, porque ao menos algumas pessoas esforçaram-se para vir Te adorar, para se alimentarem da Palavra de Deus, crendo que não és menos importante do que a partida de futebol que está sendo transmitida hoje pela televisão."

De repente, o jovem que estava sentado no último banco se ergueu de um salto. "Oh, não! Eu me esqueci do jogo!", exclamou ele, saindo em disparada da igreja.

A grande pergunta que deveríamos fazer é: "Temos alguma coisa melhor para fazer do que ir à Igreja?" Estamos sempre muito ocupados com os afazeres domésticos - livros para ler, filmes e jogos para assistir, navegar na Internet. O que nos motiva a deixar de lado a televisão, adiar a ida ao shopping, e ir à igreja para adorar a Deus?

Imagino que para alguns a resposta é o hábito - e para falar a verdade, um hábito nada mau. Houve, porém, época em nossa vida em que ir à Igreja não era uma questão de hábito. De certo modo, tivemos de tomar a decisão de que essa era a disciplina que desejávamos seguir. Por que tomamos tal decisão?

Outros vão à igreja porque estão tristes ou feridos. Porque se sentem perdidos ou solitários. Em tais casos, a freqüência à igreja se torna uma parte de nossa busca por respostas. Outros ainda, vão à igreja contra a vontade - os pais ou o cônjuge os forçam a ir. E eles cedem por amor à paz.

Por que adoramos? Consideremos os seguintes pontos:

1. Não para fugir da realidade. A adoração é algo que tem o seu lugar na vida real.

Seria o mesmo que dizer hoje:

No ano em que os japoneses bombardearam Pearl Harbor, eu adorei a Deus.

No ano em que o submarino nuclear russo afundou, eu adorei a Deus.

No ano em que as torres gêmeas caíram, eu adorei a Deus.

No ano em que me casei,

no ano em que meu filho nasceu,

no ano em que meu amigo morreu

em meio a boas e más experiências, eu estava adorando ao Senhor."

Adorar no templo não é ignorar o que acontece lá fora. Não adoramos como uma espécie de fuga ao que acontece lá fora, mas para lidar com essas situações. "Escuta, Senhor, a minha oração e atende à voz das minhas súplicas", orou Davi. "No dia da minha angústia, clamo a Ti, porque me respondes" (Salmo 86:6 e 7).

É uma parte natural da adoração trazer conosco as ansiedades da vida. Trazemos nossos temores, nossas preocupações pela família, os problemas do mundo e os apresentamos ao Senhor em oração, em busca de conforto e orientação.

2. Para receber ou dar algo. O verdadeiro culto está centralizado em Deus. Muitos se enganam ao pensar que o culto é apenas para nosso benefício. Ouvimos pessoas dizendo: "Não estou sendo alimentado." "Não estou recebendo nada na Igreja. Não estou sendo fortalecido." "Não recebi nenhuma benção".

Por que adoramos? É verdade que adoramos para receber algo dessa experiência.

Mas nossa motivação prioritária deveria ser a de oferecermos algo a Deus. E enquanto não oferecemos algo a Deus em nossa adoração, não haverá nada a receber. Enquanto Deus não for glorificado pela nossa adoração, não poderemos ser abençoados.

3. Para reconhecer a santidade de Deus. A verdadeira adoração começa com o conhecimento da santidade de Deus. Temos perdido um pouco disso em nossos dias. Por que adoramos a Deus? Porque Ele é santo, e Sua santidade exige a nossa atenção.

4. Para compreender a nós mesmos. A verdadeira adoração nos ajuda a conhecer nossas fraquezas e a buscar o perdão de Deus.

Não podemos ir à presença de Deus sem estarmos cônscios de Sua santidade e sem percebermos nossa própria iniqüidade.

Por esse motivo, a oração de confissão deve sempre estar presente em nossa adoração. E nossa confissão sempre resulta no perdão de Deus.

"Se dissermos que não temos pecado nenhum", diz João, "a nós mesmos nos enganamos, e a verdade não está em nós. Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça" (I João 1:8 e 9).

Por que adoramos? Para experimentarmos o perdão.

5. Para que a nossa vida seja diferente. Essa diferença envolve serviço. A adoração, em seu clímax, sempre motiva o adorador a arregaçar as mangas e se pôr a trabalhar. Entramos para adorar e saímos para servir. Na linguagem da Bíblia, adoração e serviço são a mesma palavra. Adoração e serviço andam de mãos dadas. Na vida cristã, não há como prestar adoração sem servir.

Por que adoramos? Para sermos desafiados a fazer algo.

A questão prioritária, portanto, não é por que vamos à igreja quando há tantas outras coisas para fazer. A verdadeira pergunta é o que faremos quando sairmos deste lugar. O profeta Isaías foi enviado para pregar uma mensagem ao povo. E nós, o que somos enviados a fazer? Qual é o chamado de Deus para nós, especificamente? A quem necessitamos amar um pouquinho mais?

O que Deus nos chama a fazer hoje pode mudar, mas que a nossa resposta seja sempre a mesma de Isaías: "Eis-me aqui, envia-me a mim" (Isaías 6:8).

Pr. Jonas Arrais

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Atualizado em:

20/11/2007