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Viver é não ter a vergonha de ser feliz
Meu nome é “Rafael”, tenho 30 anos de idade, sou solteiro, brasileiro... Filho de uma família maravilhosa de classe média, família sem quaisquer problemas relacionados com drogas ou comportamentos suspeitos.
Tudo começou muito cedo, a primeira droga de contato foi a bebida, aos 12 anos já saia com amigos e bebia moderadamente. Aos 15 anos trabalhava como iluminador de shows, bailes e eventos e obtive contatos com diversas pessoas usuárias de drogas, mas, até então, não havia experimentado nenhuma delas.
Foi quando fui apresentado a ela e pela primeira vez, ela entrou em minha vida como uma glória, a pessoa que me ofereceu já a usava há muito tempo e perguntou se eu já havia usado, mas, como no meio dos “nóias”, sempre somos os mais espertos, já fui logo dizendo que tinha usado, mas era mentira, e foi a primeira vez que eu cheirei a maldita cocaína, a droga que me perseguiu por mais de 12 anos.
No início a cocaína era uma droga que eu usava somente nos fins de semana com amigos iniciantes como eu, depois esses amigos, graças a Deus Acordaram, foram saindo do vício e ao mesmo tempo, se afastando de mim e eu deles, pois dizia que eles eram caretas. Fui piorando dia-a-dia o meu vício e me aproximando de pessoas diretamente ligadas com drogas, como traficantes, viciados, prostitutas e ladrões. E, nessa rotina du rou muito tempo, onde tudo que eu fazia, trabalho ou estudo, era afetado diretamente pela droga, era uma pessoa completamente descontrolada, em todos os sentidos: financeiro, amoroso, espiritual.
A pior fase de minha vida, foi quando descobri que meu pai estava com câncer, aí o mundo para mim acabou. Meu pai foi um homem bom, amoroso, responsável e trabalhador. Foi quando mergulhei profundamente nas trevas, chegava todo dia completamente drogado, bêbado e muito revoltado. Nesta fase a droga começou a afetar completamente meu viver, pois tudo que eu fazia em minha vida era em função da droga, trabalhava somente para poder usá-la, e assim, não honrava nenhum dos meus compromissos: familiares, financeiros, profissionais, educacionais,etc.. Tudo estava indo para o fundo do poço.
Mas o que eu quero que todos saibam é que sempre que eu me drogava ou agia de forma errada, todos os dias de minha vida, pedia a Deus que me perdoasse e que eu conseguisse sair desta vida completamente desregrada.
Minha mãe, como era uma pessoa muito católica, sempre pedia para o Espírito Santo de Deus me salvar, acredito que foi quando Jesus me despertou para uma nova vida...
Minha nova vida começou quando meu pai foi levado para o Céu, pois meu pai não acreditava em Jesus e na hora de sua morte chamou por várias vezes seu santo nome, JESUS,...
A saudades do meu pai a cada dia aumentam, pois era meu melhor amigo.Mas acredito que Jesus, misericordioso como é, já o salvou.
Depois, conheci uma pessoa muito especial, muito religiosa, católica também, essa pessoa entrou em minha vida como um anjo para me resgatar e junto com minha mãe, depois de muita insistência conseguiu me levar em um retiro, onde o tema era “cura interior’. Neste retiro, acredito que foi o meu primeiro contato com Deus, pois quando o padre passou com o Santíssimo Sacramento (para quem não conhece como eu não conhecia é a hóstia consagrada, como o Corpo de Cristo Vivo no meio de nós). Gente, acredite que foi nesse momento que a graça de Deus me libertou completamente desta dependência química e psíquica das drogas. Após esse dia eu nunca mais me droguei e graças a Deus me converti, mudei dia-a-dia a minha vida. Essa pessoa que me levou, era minha namorada. Hoje minha noiva e daqui a um mês se Deus quiser será minha esposa, pois vamos nos casar.
Hoje, livre das drogas, sou uma pessoa muito melhor:
Fisicamente: pratico esporte, no qual sou campeão paulista.
Amorosamente: amo muito minha noiva, minha futura esposa, meus familiares, meus irmãos de comunidade.
Profissionalmente: sou bom funcionário, trabalho em uma empresa de grande porte e honro todos os meus compromissos.
Espiritualmente: sou Católico praticante, sou músico católico, amo minha igreja.
A todos, que este testemunho de vida sirva apenas para confortar, pois todos nós passamos por dificuldades, mas se a nossa fé for maior, o caminho é a verdade, o amor, a caridade é a luz. Que Deus abençoe a todos em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amem.
Por “Rafael”
Meu nome é Carlos, sou pai de duas filhas, separado de minha esposa. Tenho 26 anos, sou um dependente químico em recuperação.
Comecei a me envolver com drogas aos 13 anos de idade. No começo, eu estava interessado com o dinheiro que ia conseguir com o tráfico de drogas, eu servia como mula, ou também pode-se dizer avião. Mas, logo comecei a usar também. Comecei na cocaína, mas usei todos os tipos de drogas imagináveis: maconha, crack, ecstasy, LSD, ... resumindo, tudo o que aparecia eu experimentava e viciava.
Tenho um irmão um ano mais novo do que eu e nós começamos no crime e no vício, ao mesmo tempo eu traficava e meu irmão assaltava, para ter dinheiro e usar drogas.Ele está preso desde os 17 anos de idade, eu já fiquei preso duas vezes e já tentaram me matar dezenas de vezes.
Para fugir destas pessoas me afastei das minhas filhas, dos caras que diziam ser meus amigos e todos foram assassinados. Muitas vezes precisei fugir para não morrer.Fiquei pulando de cidade em cidade e eu, que tinha escapado da morte várias vezes, estava me matando de tanto beber e usar drogas, fiquei quase cinco anos como andarilho.
Já tinha desistido de viver. Foi quando resolvi ir para Minas, onde conheci uma moça com três filhas, nos adorávamos, fiquei junto dela e sem usar drogas por sete meses. Achei que estava curado do vício e não estava.
Um dia, só porque acordei com o choro da filha mais nova dela, me descontrolei, fiquei agressivo, comecei a gritar, a xingar e por pouco não espanquei a mãe dela. Fui para o bar, comprei uma garrafa de pinga e depois de sete meses sóbrio, bebi aquela garrafa como se fosse de água. Na mesma hora fui atrás de uma boca de crack, peguei 10 pedras e não parava mais. Pronto! O monstro estava de volta, eu não tinha mais controle sobre mim mesmo.
Transformei a vida desta moça e a de todos num inferno. Comecei a arrumar muita encrenca, um monte de inimigos, por conta de estar sempre muito louco, ninguém podia chegar perto de mim que logo eu imaginava que era alguém querendo me matar.
Liguei para a minha mãe e pedi para ir para casa dela. Ela concordou, mas, com a condição de que eu procurasse ajuda, tratamento.
Eu aceitei e fui morar com ela e achando que estava com algum problema na cabeça me levou no médico. Fiquei dois meses dopado, não usei mais drogas mas em compensação vivia muito louco de calmante no que comecei a misturar álcool com remédio. Fiquei um mês assombrado, voltei a fumar maconha, foi quando por sorte encontrei uma amiga de minha mãe que me ofereceu ajuda e eu aceitei. Fiquei três dias no hospital tomando soro e calmantes, foi quando minha mãe me disse:
__ Filho, eu tenho uma amiga que tem uma Fazenda de Recuperação, você não quer ir para lá se tratar?
Aceitei, fui para a fazenda e nos primeiros dias, minha intenção não era parar com as drogas e sim me esconder, mas minha cabeça foi mudando... mudando... E na fazenda eu descobri que minha doença não era carnal, era espiritual, cai na real e falei para mim mesmo:
__Chega! Não agüento mais! Ajoelhei-me e pedi forças para Deus e naquela hora senti a presença Dele ali comigo, assim continuei a minha caminhada na Fazenda para ser um novo homem, para ter uma nova vida e ao mesmo tempo lembrei-me que meus pais estavam correndo risco de vida, pois, eu e meu irmão (preso) devíamos muito aos traficantes e com certeza iriam cobrar de meus pais, pois nós não estávamos lá.Vim para minha cidade e arrumei outro lugar para morarmos.
Hoje, tenho uma nova vida, meus pais e eu estamos em um lugar seguro, não corremos mais risco de vida graças a Deus. Eu continuo o meu tratamento em casa, não deixo de ir a missa, estou me preparando para fazer a primeira comunhão, freqüento o Amor Exigente em Bebedouro, em Monte Azul Paulista, faço parte de um grupo de Oração e não deixo de me encontrar com Deus todos os dias, orando de manhã, à noite e ajudando o próximo.
Sei que Deus esta fazendo a parte Dele, estou procurando fazer a minha que não é fácil sem a ajuda Dele. Procuro viver um dia de cada vez. Viver Só por Hoje.
Essa minha doença não tem cura, serei sempre um dependente químico em recuperação. O primeiro passo graças a Deus eu já dei que foi encontrar com Ele e querer mudar de vida.
Carlos Roberto (pseudônimo)
O que eu era antes de viver a palavra de Deus e como foi bom Encontrá-Lo
Tristeza desespero, agonia, ansiedades, maus tratos, infelicidade, preconceitos, discriminação e sofrimentos. Esses foram alguns dos sintomas que eu Fernando Lemo dependente químico em tratamento passei.
Antes de usar drogas eu tinha uma amizade muita íntima com minha família, nós conversávamos, brincávamos, e fazíamos muitas coisas legais.
O inicio dos meus sofrimentos começou aos 12 anos quando eu coloquei o primeiro baseado na boca, depois desse dia eu não mais vivi, mas sim vegetei.
Comecei a usar todos os dias, chegava a usar de 15 a 20 baseados por dia. No início eu conseguia manter meu vício porque eu ganhava uma mesada do meu pai, mas ao passar do tempo eu já usava demais, e foi então que eu tive a idéia de traficar.
Comecei a buscar 50g toda semana, mas ao passar o tempo eu já estava pegando de quilo. Aos 16 anos conheci vários tipos de drogas até o craque, mas a droga que eu mais gostava era a maconha e a cocaína.
Eu vendia a maconha, então era fácil manter meu vício da cocaína. Mas Cada dia que passava o meu vício aumentava, e o dinheiro do tráfico da maconha já não era suficiente, comecei a participar em vários roubos, cheguei a participar até em um assalto a mão armada. Tudo isso era para eu consegui manter meu vício. Não pensava nas conseqüências que isso iria me causar, porque para eu viver e morrer era a mesma coisa.
Certo dia de tanto eu pensar na vida comecei a pensar no meu passado (quantas pessoas eu magoei e fiz sofrer), no presente (quantas pessoas gostava de mim e queria ver o meu bem e eu nem ligava) e imaginei como seria o futuro (cadeia hospital ou sepultura). De tanto eu pensar no futuro decidi mudar de vida.
Mas como?
Decidi escolher uma igreja para freqüentar para ver se ia dar certo. No segundo dia que eu fui um jovem me ofereceu um estudo bíblico. E eu aceitei. Quando ele me mostrou na bíblia as maravilhas que Deus tem reservado para nós no futuro e ainda disse, que Deus não quer que sejamos destruídos, mas sim que alcancemos o arrependimento e vivamos para sempre no paraíso que ele promete para nós, eu fiquei muito surpreso com isso e fiquei convicto que eu tinha que parar de usar droga e mudar de vida. Minha primeira atitude foi fazer um tratamento. Fiquei cinco meses numa clinica. Ao sair da clinica voltei a estudar a bíblia e a colocar em prática tudo aquilo que aprendia. No início não foi fácil porque eu tinha que fazer muitas mudanças, mas ao ler o livro de Salmos 37:27-28 que diz: “desvia-te do que é mau e faze o que é bom, e reside assim por tempo indefinido. Porque Jeová ama a justiça e ele não abandonará aqueles que lhe são leais”. Esse texto me motivou muito, porque eu notei que eu tinha que fazer coisas boas e vi também que Deus jamais iria me abandonar.
Hoje, eu sigo de perto os dois mandamentos que Jesus deixou que é amar a Jeová Deus te todo o nosso coração e te toda a nossa alma e amar o nosso próximo como a nós mesmos.
Hoje, já faz mais de dois anos que eu parei de usar drogas e mudei praticamente a minha vida.
Hoje, eu me arrependo muito do meu passado, e se algum dia alguém vier me perguntar algum conselho, eu diria o mesmo o que disse Tiago 4:8 (“Chegai-vos a Deus, e ele se achegará a vós”).
Fernando Lemo
Monte Azul Paulista
Foi em uma tarde de domingo que conheci Durval pelo qual me apaixonei. Logo começamos a namorar.
No começo foi tudo maravilha, mas, com o passar do tempo percebi que algo de diferente acontecia.
Ele me deixava em casa, saía com outras, bebia muito, foi quando percebi que ele usava drogas, nós brigávamos muito e assim terminamos. No começo foi difícil, pois eu o amava.
Depois de alguns meses, ele se arrependeu e começou a me perseguir, até que um certo dia conversou comigo, foi quando confessou que usava drogas para preencher um vazio que tinha dentro dele. Não voltamos a namorar, e nessa época conheci um rapaz, me engravidei, ele queria que eu abortasse, mas não o fiz, tive uma linda menina.
Durval continuava no mundo das drogas, bebendo, só arrumava confusão, capotou o carro... Um dia, passando pela Paróquia Nossa Senhora da Aparecida, estava havendo um grupo de oração, foi quando uma música tocou o seu coração, naquele instante resolveu largar tudo, largar as drogas, apegar-se a Deus e lutar pelo seu grande amor.
Quando minha filha estava com dois meses, ele me procurou, conversamos muito e tive a certeza de que ele estava em recuperação e decidimos nos casar. No começo foi muito difícil para mim e para ele reconquistar a confiança das pessoas e lutar para não usar mais drogas.
As conseqüências do uso ele sofre até hoje, já operou do estômago, tem sonhos alucinantes que o perturba...
Um dia conversei muito com minha filha. Contei tudo, até mesmo o que tinha passado em sua gravidez. Foi uma conversa difícil, com muitas perguntas e uma delas me deixou emocionada, quando disse:
__Mãe, não importa que ele não seja o pai que me fez, mas ele é o pai que me ama.
Dessa união, tivemos mais uma filha.
Hoje ele já está com doze anos na sobriedade, além de sermos muito felizes, ele não deixa Deus sair de sua vida, ajuda outros dependentes químicos no Amor Exigente e toda vez que lhe é possível, ajuda o próximo. Eu o acompanho, sou coordenadora de um grupo de família, minhas filhas também fazem parte do grupo A.E. de crianças e juntos, nós somos muito felizes:- “eu, ele e nossas duas filhas”.
Quando se tem vontade de lutar e junto com Deus, tudo se resolve. Nunca desista de amar e ser feliz. A vida é um precioso presente que Deus nos deu, cuide bem dela.
Pseudônimos e Marlene e Durval
2 de fevereiro de 2008 15h10min
Sou um alcoólatra em recuperação ingeri bebida forte e doce de todas as cores espécies que existia no meu alcance durante 16anos, entre 18/34 anos de idade.
Já dormi, em banco de jardim em quase todas as praças que na época existia em Bebedouro s/p, no quintal da minha casa porque não dava conta abrir a porta da casa de tão bêbado que eu andava, e em varias calçadas, em varias portas de bar, porque os donos puxavam para foras dos bares quando eles fechavam nas altas horas da noite.
Muitas vezes cheguei a casa no dia de pagamento muito embriagado que não parava em pé, cem um real do pagamento, porque perdia o dinheiro ou gastava com os falsos amigos que só apareciam nos dias de pagamento para ajudar eu gastar o sagrado e suado dinheiro que eu dava duro para ganhar durante o mês inteiro de sol a sol que só Deus é testemunha do duro que eu dava para ganhar.
Só não passei fome com a minha família [mulher; filha efilho] porque eu recebia o vale compra em papel e só podia ser gasto em super mercados, por isso que não passamos fome, e Deus que, pois as mãos para que eu não trocasse a troco de conta nos bares, conheço muitos pais de família que trocava o vale a troco de contas, a troco de dinheiro inferior ao valor e até nas bocas de droga.
Tive preste a perder a minha sagrada família que eu amo do fundo do meu coração, mas graças a Deus hoje já faz 6 anos e 4 meses e 20 dias que eu não uso bebida de que contenha teor alcoólico, sou o presidente do grupo Antialcoólico Independente de Bebedouro [gaib], mas este cargo não subiu na minha cabeça, pois sou consciente que eu sou um alcoólatra em recuperação e eu aprendi que eu tenho que dar de graça o que eu recebi de graça que é o amor, o carinho, a compreensão, a paciência e o apoio de muitas pessoas que praticam o bem.
Eu amo a vida e a sobriedade e a Deus e só por hoje força!
Marcos Rodrigues de Carvalho






